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POEMAS DE ORIXÁS E OUTROS.

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OGUM BEIRA MAR


Vem vindo ao longe um cavalo branco,
correndo na areia bem junto do mar.
Cavalgando em cima,vem um belo guerreiro.
Salvé meu pai! É Ogum beira-mar.

Vem me dar força,vem me dar fé,
e com sua espada me dá protecção.
Mãe Iemanjá sua estrela me guie,
e pai Oxalá me dê sua mão.

Levai-me consigo em seu cavalo,
Ogum beira-mar,meu pai valente.
A si meu pai entrego meu fado,
na minha vida estais sempre presente.

Protege seu filho meu pai amado,
me mostre sempre o melhor caminho.
Em troca eu ajudo seus filhos perdidos,
pois sei que consigo não estou sózinho.

Salvé Ogum beira-mar!

Autor: Paulo Lourenço

Obs: Poema dedicado e escrito para Pai Pedro de Ogum pela data comemorativa de seu aniversário em 14 de Novembro de 2007

(Extrato da obra - "Orixás em Poesia" de Paulo Lourenço) Copyright @ 2008

Copyright @ 2005/2008 Templo Sagrado de Umbanda- Todos os direitos reservados 2008
___________________________________________________________________________________________
O MUNDO DOS ORIXÀS

Cada dia novo que amanhece,
traz a luz de pai Oxalá,
que ilumina as terras do mundo inteiro,
e embeleza o mar de mãe Iemanjá.

Sopram os ventos de mãe Iansã,
que abraçam Xangô em sua pedreira.
Correm os rios de mãe Oxum,
e as crianças brincam á sua maneira.

As matas de Oxossi ficam mais belas,
e novos caminhos Ogum nos oferece.
Na sua calunga Obaluaiê,
acolhe ou dá cura a quem merece.

Exu se ri na encruzilhada,
e firma seu ponto com seu punhal,
e o aroma das rosas de Pombagira,
ensina a diferença do bem e do mal.

Zambi segura o mundo nas mãos,
e fá-lo girar mais uma vez,
derramando nele seu amor divino,
e em toda a criação que um dia ele fez.

(Extrato da obra - "Orixás em Poesia" de Paulo Lourenço) Copyright @ 2008

Copyright @ 2005/2008 Templo Sagrado de Umbanda- Todos os direitos reservados 2008


OXALÀ

Eu vi uma pomba branca,
que vinha do alto do céu.
Vinha trazendo um recado,
que a todos nos encanta.
Foi pai Oxalá quem escreveu,
para todo seu filho amado,
e para quem seu nome canta.

Diz para sermos todos irmãos.
Que termine a guerra, começe a paz,
que termine o ódio, e acabe a dor.
Que não haja doença e sejamos sãos,
justiça e fé nos Orixás.
Coração de criança e nos olhos amor,
haja alegria e déssemos as mãos.

Faremos assim um mundo diferente,
e ganhemos assim a nossa ascensão.
Á nossa espera papá Oxalá,
abre o caminho á nossa frente.
Ao nosso lado e a dar sua mão,
papá Ogum nos leva até lá.
Luz e amor é o nosso presente.

(Extrato da obra - "Orixás em Poesia" de Paulo Lourenço) Copyright @ 2008

Copyright @ 2005/2008 Templo Sagrado de Umbanda- Todos os direitos reservados 2008

CORAÇÃO CIGANO


Oh, coração valente,
oh, coração leviano,
oh, coração ardente,
és coração cigano.

Tua vida nunca é certa,
teu destino desconheces,
não és teu, nem és de ninguém.
Teu caminho,uma porta aberta,
és amado, mas não mereces,
vives só, mas tens sempre alguém.

Oh, coração sem alma,
oh, coração malandro,
oh, coração sem calma,
és coração cigano.

Pelo amor vives, pelo amor morres,
teus olhos negros, são quentes,são frios,
mostras alegria, mas no fundo estás triste.
No quadro do tempo, teu rosto,
marcado por rugas, são rios,
cheios de amores que só tu viste.

Oh, coração em chamas,
oh, coração ladrão,
oh, coração que amas,
és coração cigano.

Coração cigano, tu nunca és feliz,
e quem te ama, sofre o mesmo destino.
Tu nasceste para amar, não para ser amado,
da chama cigana tu és de raiz,
viver sem passado, é o teu castigo,
não saber quem amas, é o teu fado.

Lisboa, 8 de agosto de 2004

Autor: Paulo Lourenço

Este poema foi escrito e dedicado ao meu grande amigo Nelson Antunes.
"CORAÇÂO CIGANO" porque o meu amigo tem origens ciganas, apesar de não seguir a cultura cigana. O poema, é realmente a maneira como eu o vejo e retrato a sua vida.


MAR

Ó mar que tantos mistérios guardas,
o palco da vida tu és,
e anuncio da morte tu mostras,

quantas lágrimas em ti derramadas,
quantas histórias de ti narradas,
são feridas de sangue nas tuas costas.

Do mais valente ao mais fraco,
sempre foste o mais cobiçado,
e no fundo o mais mal amado,

mas é essa a tua grandeza,
pintada nas cortes da realeza,
aquele que jamais foi domado.


Almada, 24 de Janeiro de 2009 - Paulo Lourenço "Ramiro de Kali"


COROA DE PRETO-VELHO

A fumaça que sai do meu cachimbo,
forma nuvens quando encontra o céu,
e das lágrimas que me caem do rosto,
nascem rios que correm sem gosto,
formando na terra o mais belo ilhéu.


Sou preto, sou velho, fui escravo,
fui por Deus coroado.


Hoje espalho no mundo mensagens de fé,
trazendo esperança com minha humildade,
deixando sementes de caridade,
secando a mentira e regando a verdade.
Trago comigo arruda e guiné,
caminho descalço em cima de espinho,
quebro mironga e curo doença,
habito cabana ao pé de cruzeiro,
trabalho aqui e no mundo inteiro.


Sou preto, sou velho, fui escravo,
venho por Deus ordenado.


Almada, 31 de Janeiro de 2009 © Paulo lourenço “Ramiro de kali”


CABOCLO GUERREIRO

O meu rosto foi pintado com terra,
estou em guerra...
A morte não me assusta,
e o prelúdio de sua chegada,
só me dá mais força para lutar,
guerrear pela minha gente,
pela minha prole, e pelo que acho justo.
A liberdade acima de tudo,
pois um falcão sem asas não voa,
e a pantera sem garras não caça.
A bandeira do meu povo é da cor do céu,
e mesmo manchada de sangue,
continua hasteada ao sabor do vento.
O grande espirito falou,
fumou o cachimbo da paz,
e pediu que enterrasse o machado.
Hoje minha flecha é só para caçar,
o tambor só toca em dia de festa,
e na mata escura já não oiço bradar.
Mas nasci guerreiro e sempre serei,
caço na mata e vivo na serra,
descanso em paz, mas vivo na guerra.

Almada, 28 de Janeiro de 2009 © Paulo lourenço "Ramiro de Kali"


EXU

Ao passar na encruzilhada,
em noite de lua cheia,
no silêncio da escuridão,
ouvi uma gargalhada.
Era um homem vestido de negro.
Tinha um tridente na mão,
e usava uma capa encarnada.


Ao questioná-lo quem era,
sorriu, e falou assim:
Para si, meu nome é Exu,
mas muitos me chamam de Fera.
Sou guardião dos caminhos,
sou carrasco dos perdidos,
de todos eu estou á espera.


Em tempos, já fui seu igual.
Hoje vivo no mundo dos mortos,
mas caminho no meio dos vivos.
Conheço o bem, mas também o mal.
Ajudo quem pede, se for de justiça.
Puno a maldade, puno a vaidade, e puno a cobiça.
Exu é meu nome, me chame de tal.


Almada, 6 de Junho de 2008

Extrato da obra - "Orixás em Poesia" de Paulo Lourenço (Ramiro de Kali) Copyright @ 2008



POMBAGIRA

Sou uma rosa, sou um perfume,
sou a mais bela de qualquer jardim,
oiço lamentos, oiço queixume,
não há mulher que não venha até mim.


Sei seduzir, me deixo seguir,
a palavra dificil para mim não existe,
de preto e vermelho, ou sem me vestir,
homem algum a mim me resiste.


Bebo champanhe, fumo cigarro,
digo mil coisas sem nunca falar,
sei ler na mão, jogo o baralho,
a mim só me engana quem eu deixar.


Se alguém precise e me queira encontrar,
siga o perfume em noite de lua,
diga meu nome sem se enganar,
sou Pombagira, meu lar é a rua.


Almada, 6 de Junho de 2008 Extrato da obra - “Orixás em poesia” de Paulo Lourenço (Ramiro de Kali) Copyright © 2008



EXU DE LEI

Salve o povo da rua!
Que nos protege, e nos vigia,
em cada esquina, em cada lugar.
Que nos acompanha para todo o lado,
em qualquer hora, em qualquer lua.
Exu é pai, Exu é guia.
Pelo seus filhos vive a lutar,
e tantos o chamam para o caminho errado.

Meu pai perdoai-lhes a ignorância,
a ganância e o ódio, cega as pessoas,
a sede do poder fala mais alto,
e o valor do ser, dá lugar ao ter.
São como crianças na sua infância,
querem ser reis, e na cabeça coroas.
Mas esquecem que a queda depende do salto,
e no fim o que ganham é saber perder.

Meu pai Exu é rei na magia.
Desfaz embaraço e corta demanda.
Abre os caminhos, mas pode fechá-los,
quem manda é Exu, na lei da Quimbanda.
Dai-nos um pouco da sua alegria,
dai-nos um pouco do seu sorriso.
Protegei meu pai, quem for de direito,
e para os demais, que faça o juizo.


Almada, 6 de Junho de 2008 Extrato da obra - “Orixás em poesia” de Paulo Lourenço (Ramiro de Kali) Copyright © 2008



ESPIRITO DO VENTO

Vento que sopra em meu coração,
me leva no colo sem dizer para onde vai,
carrega memórias de tempos passados,
e vozes que ecoam pela eternidade,
são murmúrios de dor e sofrimento,
são cânticos de riso e felicidade.

Vento que sopra sem direcção,
girando em espiral, subindo e descendo,
desenha na areia seu retrato abstracto,
escreve nas nuvens seu nome em segredo,
e servindo de alimento ao fogo,
se torna a paixão que quebra o rochedo.

Vento que sopra na escuridão,
é minha espada, meu escudo e meu elmo,
é raio de luz, é meu guardião,
morada da força, que faz e desfaz,
que guia meus passos na vida e na morte,
é voz feminina, guerreira da paz.


Escrito e dedicado para Mãe Baby de Oyá.

Almada, 7 de Julho de 2009 © Paulo lourenço “Ramiro de Kali”



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A Semente Sagrada



A Semente Sagrada


Um dia, Deus pegou em uma semente, e a entregou a um servo de luz, para que a semeasse no meio de espinhos. O ente de luz assim fez, e a semeou com o maior carinho.

Essa semente germinou, e dela nasceu uma pequena árvo

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Postado em 26 outubro 2009 às 2:00 ‚Äî

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Poema "Espirito do vento"




ESPIRITO DO VENTO

Vento que sopra em meu coração,
me leva no colo sem dizer para onde vai,
carrega memórias de tempos passados,
e vozes que ecoam pela eternidade,
são murmúrios de dor e sofrimento,
são cânticos de riso e felicidade

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Postado em 22 julho 2009 às 13:00 ‚Äî

Paulo

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A magia está presente na humanidade desde os tempos primordiais. Faz parte do Universo e da realidade em que vivemos. Tentar definir a magia, é algo muito complexo, pois abrange tudo, desde o mais

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Postado em 23 junho 2009 às 14:07 ‚Äî

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Às 6:41 em 8 novembro 2009, Leonardo T'Ajaguna disse...
Olá Paulo! Obrigado pelo convite meu irmão, me sinto feliz em poder contar com sua amizade aqui na rede.Que nosso Pai Oxalá o ilumine sempre.
Abração!
Leo
Às 4:16 em 6 novembro 2009, mae Eja de Oxum disse...
ola paulo
obrigada, pelo convite
Em 10:36pm on novembro 05, 2009, Giovani Martins deu para Paulo um presente...
Que os orixás nos protejam irmão ... Axé!
Da Loja de presentes
Em 10:33am on novembro 05, 2009, Maria de Fátima deu para Paulo um presente...
Oi meu Amigo, tudo bem? Obrigada pelo teu convite. Lindos Poemas e boas matérias! Parabéns, meu irmão. Abraço de Luz com carinho mariadefatima
Da Loja de presentes
Às 14:07 em 11 agosto 2009, Sérgio e Maria João disse...
Desde mais o nosso muito obrigado.
É um grande prazer termos voçes como nossos irmãos.
Já temos muitas saudades e espero vermo-nos todos em breve e com a mais recente membro da familia, a nossa Beatriz.
Abraços e beijos do Sérgio, Maria João e Beatriz.
Às 20:55 em 22 julho 2009, Baby Garroux disse...
Filho querido, Que emoção o seu poema! Fique com minha ternura.

Baby de Oya
Às 13:48 em 6 julho 2009, Baby Garroux disse...
ASE

KAUWO KABIECILE.

OS POEMAS E PALAVRAS SÃO DIVINOS.

MOTUMBÁ ASE

BABY DE OYA
Às 11:51 em 4 julho 2009, Gerónimo disse...
O seu espaço é maravilhoso. Parabéns!
Às 12:40 em 29 dezembro 2008, Paulo disse...
Igualmente.Tudo de bom para o próximo ano!
 
 

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Criado por Administrador 30 Jul 2008 at 17:46. Atualizado pela última vez por Administrador 30. Jul, 2008.

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