REUCA - Rede Europeia de Umbanda e Cultos Afro

Pela Dignificação das Religiões Afro Brasileiras na Europa

Está escrito, é proclamado pelos responsáveis dos Templos/Terreiros, é defendido pelos filhos de fé; contudo será que a caridade, no verdadeiro sentido da palavra é sempre praticada?
Coloquei esta questão dado ter tido conhecimento através de amigos que existem centros de Umbanda nos quais os seus responsáveis cobram quantias avultadas (2.000, 3.000 euros e por vezes bastante mais) para "ajudar" nos problemas, por vezes económicos, de quem os procura. Pais/Mães de Santo que cobram 70 e mais euros para deitar búzios e cartas, Pais/Mães de santo que cobram as entradas aos que pretendem assistir às giras, etc. etc.
Como é possível que pais/mães de santo tenham este comportamento? Como será o sentir deles quando conhecedores das dificuldades dos que a eles recorrem ainda têm a coragem de cobrar valores astronómicos, mesmo que a justificação seja a de que têm de recorrer a materiais adquiridos no estrangeiro (Brasil) já que os quem em Portugal existem não são credíveis...!!!
Deveriamos reflectir na prática "desta" Umbanda. Deveriamos denunciar estes comportamentos!
Não só para desmistificar os seus adeptos/dirigentes como para dignificar os verdadeiros filhos e zeladores de santos da nossa amada Umbanda.


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Respostas a este tópico

Boa noite Gerónimo, acho realmente muito interessante o seu tópico.
Sou dirigente de um terreiro no Cacém, e gostaria de dizer que concordo consigo, quanto à exosbitância de valores que pessoas cobram por um "trabalho".
No nosso terreiro cobramos apenas 5 euros , caso a pessoa queira fazer uma consulta com os pretos-velhos, o que é apenas usado para manutençao do terreiro, comprar detergentes, pagar aluguer, etc.
Infelizmente aqui em Portugal, o estado não nos ajuda a ter uma casa em condições, de forma a que possamos não cobrar.
Se quiser ir apenas para a limpeza, como é óbvio, não se paga nada.
PAGAMOS MUITO DE RENDA, E TODOS OS TRABLHADORES PAGAM UMA MENSALIDADE, MAS MESMO ASSIM, NEM SEMPRE É SUFICIENTE.
Acho que as ajudas podem ser favoráveis, desde que não sejam para benefício próprio do dirigente, mãe/pai de santo, ou de quem está à frente.
Axé

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Olá meus queridos irmãos e irmãs!
O tema levantado por nosso irmão Gerónimo é muito pertinente e também muito complexo do ponto de vista da praxis in habitus de fé.Bom sou umbandista desde os 11 anos de idade (hj tenho 37 anos) e depois de concluir minhas obrigações na Umbanda me iniciei no Candomblé (raspagem de cabeça/feitura de santo) e após os 7 anos de obrigações pagas (nada foi de graça) me tornei Zelador e hj trabalho com as duas linhas que olorum me confiou (umbanda e Candomblé). Concordo que não só a Umbanda seja caridade como também o Candomblé, o Catolicismo, o Protestantismo e todas as outras religiões que RE-LIGAM o homem à Deus. Entretando temos conhecimentos (tanto na Umbanda como no Candomblé) dos gastos com os artigos religiosos para se cultuar as entidades (e que não são nada baratos , estão aí as lojas especializadas, tanto na Europa quanto no Brasil como exemplo disso) e como essas religiões são RITUALISTICAS (ou seja, funcionam com base me rituais: defumação,banhos,oferendas etc.) seria impossível obter esses artefactos gratuitamente. Quanto a missão de um Zelador, vejo também a necessidade de se manter a casa (o centro espírita, terreiro etc) abertos com todas as suas boas condições de funcionamentos (chuveiros elétricos para os filhos tomarem seus banhos antes das giras,luz, água para limpezas banhos e tudo mais,fogão para cozinharem suas oferendas, ferro para passarem suas roupas de dançar, charutos para os caboclos, exús, fumo e velas para os pretos-velhos, bebidas, defumadores e tudo mais), ou seja, será que o Zelador da casa deve arcar com todas essas despezas sozinho??Em relação aos trabalhos pagos, temos como base do Espiritismo kardecista (de onde se originou a Umbanda com o médium sr. Zélio de Morais em 1906 na Antiga Bahia da Gauanabara [actual Cidade do Rio de janeiro] os mesmos principios da Umbanda: "FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO", e "DAI DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES").Trabalhar com uma entidade de umbanda (caboclo, exú,criança, preto-velho etc.) em giras abertas ao público e de forma gratuita é MAIS QUE OBRIGAÇÃO DO MÉDIUM, pois mediunidade é compromisso kármico, não é mérito! e para isso nasceu na Umbanda. Quanto às consultas oraculares (JOGO-DE-BÚZIOS, TARÔT e OPELÉ-IFÁ, IKIN entre outros) não vejo erro algum em o sacerdote cobrar para trasmitir a outrem o que levou ANOS E ANOS DE APRENDIZADO, FAZENDO CURSOS COM AFRICANOS COBRADOS EM DÓLARES E EUROS tanto na América quanto na Europa e África (uma vez que desde que o mundo é mundo CONHECIMENTO SE PAGA PARA TER, e o exemplo disso está na Educação, cursos de Mestrados, Doutorados etc.) ou seja, não se trata aí de uma entidade transmitindo conhecimentos e SIM O PRÓPRIO SACERDOTE EM CONSULTAS MUITAS VEZES DEMORADAS (onde o consulente quer saber de tudo da sua vida e ainda da vida do marido, dos filhos, genro etc..) pois a entidade não se cansa uma vez que é espirito mas o Sacerdote se cansa tanto mental quanto fisicamente.Agora eu pergunto: quem vai colocar comida na casa daquele sacerdote, pagar suas dívidas, comprar as roupas,paramentos e oferendas pro seu orixá enquanto ele fica ali procurando ajudar, orientando, usando seus conhecimentos adquiridos há custos altíssimos??ou seja: NINGUÉM!!
Se um zelador abrir sua casa de 2ª a 6ª para consultas de buzios e tarot gatuitamente, ESTE NÃO TERÁ TEMPOS NEM PARA BEBER UM COPO D ÁGUA!!Isso sem contar que há muitas pessoas que abusam da boa fé do médium, ficando horas e horas conversando assuntos muitas vezes suplérfuos com entidades que dão consultas particulares...ou seja, sou a favor da cobrança sim (NÃO DA EXPLORAÇÃO) até mesmo como forma do médium se resguardar das cargas negativas que muitas vezes as entidades não conseguem levar quando "sobem", e este médium, terá que tomar banhos específicos, tirar ebós de si mesmo e segurar seu anjo-da-guarda para não ficar com o peso de outrem...
Quanto à questão da CARIDADE, precisamos rever o conceito desta palavra que muitos zeladores usam (ou que se dizem zeladores) para "mascarar" uma HIPOCRISIA somente para se fazer conhecido na seara umbandista ou candomblecistas como "caridosos", mas não conhecem o verdadeiro sentido da palavra CARIDADE que muitas vezes só o facto de se parar para ouvir alguem desabafar, de tolerar e ter paciencia com aquela pessoa com quem implicamos sempre e perdemos a paciencia por qualquer motivo, estamos sendo HIPÓCRITAS ao abrirmos a boca para dizermos: eu faço caridade! Pois caridade não é somente material não, é principalmente MORAL.Podemos enganar aos outros, até a nós mesmos, mas não podemos enganar a Deus e aos nossos orixas.
Essa é a minha opinião.
Axé!

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Boa noite, concordo com o que Leonardo fala.Nós cobramos 5 euros, agora, quando abri o terreiro não cobravamos nada, somente as velas, mas tinhamos todas as sessões, as mesmas pessoas com os mesmos problemas, achando que como não pagavam, podiam falar com a entidade quantas vezes quisesse, e o tempo que quisesse.
Por isso decidi cobrar os 5 euros, primeiro para ajudar na manutenção do terreiro, e também para que a pessoa dê valor à entiadade, e saiba que ela não está ali só para ele, que tem outras pessoas para ajudar, não somente aquelas que vão ali, mas em outros terreiros e lugares de coração.
desde aí, foi feita uma seleção, a pessoa vai à limpeza, mas à conssulta somente vai se necessitar mesmo.
Acabam as enidades por ter muito mais tempo para tratar de outras pessoas.
Infelizmente vivemos num mundo hipócrita, em que as pessoas só pensam nelas próprias e não querem saber se há mais 19 pessoas para atender.
COncordo que o dirigente, ou zelador, tenha que acar com tudo sozinho.
Axé

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Agora quanto ao jogo de búzios, cartas, tarot, e outros dons, que se tenham, acho certo se cobrar sim, mas claro que sem exagero, sem exploração. Pode cobrar, pois aprendeu para fazer, e é certo isso.
Claro que não concordo com as exorbitâncias que algumas pessoas levam para tirar uma macumba, fazer um descarrego, mas também aprenderam para isso
agora os pretos velhos quando vêm dar conslta, eles são entidades, e não deveriamos cobrar, pois a incorporação não se aprender, não se paga para ter, mas no meu terreiro, tudo o qe seja do guia, o médium tem que comprar.
Acho que a caridade é uma palavra muito difundida à letra, e muitoi pouca gente não sabe o seu significado.
Caridade não é abnegação, sacrificio, é um bem que tem que nascer com a pessoa.
O que adianta você não cobrar nada, e reposnder torto quando alguém vem falar com você a pedir ajuda?
Axé

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É exatamente isso que a nossa irmã Patrícia disse que eu estava querendo mostrar a entender aos irmãos, pois são poucos o que têm consciencia dos trabalhos das entidades e se for tudo de graça vira bagunça, vira "farra do boi" como se diz aqui em minha região. Porque infelismente as pessoas acham que caridade é só material, dar esmolas, roupas, comidas etc. Mas no Livro dos Espíritos Allan Kardec deixa bem claro quando Jesus diz que a principal caridade a maior de todas é CARIDADE MORAL, ou seja: a paciencia, a tolerância, fazer o bem ao próximo nos momentos em que ninguém veja (daí o dizer do Cristo: "que a tua mão esquerda não saiba o que faz a direita"), porque é muito conveniente dar esmolas na, frente de outrem para que todos pensem que somos cristãos, mas qdo se está sozinho e algum ente querido precisa de uma palavra de carinho, de apoio moral, cadê a caridade??Conheço muitos terreiros de Umbanda que pregam a caridade mas o pai-de-santo na hora de chamar a atenção do médium, ao invés de faze-lo a sós, dá gritos e berros no salão somente para demonstrar superioridade em relação àquele....onde está a caridade da indulgência que o Cristo tanto pregou??Outros falam que fazem caridade mas quando brigam com alguem são os primeiros a irem nas encruzilhadas para pedir aos exús para darem uma "lição" naquela pessoa que me humilhou....
Nunca me cobraram nada na Umbanda para o meu desenvolvimento mediúnico (digo em relação a dinheiro) somente os artigos religiosos proprios para os rituais. Mas no Candomblé são poucos os pais-de-santos que não cobram suas mãos-de-obras para darem uma obrigação numa pessoa (raspar a cabeça e ficar 21 dias ali cuidando daquela pessoa, lhe ensinando os fundamentos, costurando suas roupas de santo, refeições e oferendas para os orixas, acordando de madrugada todos os dias para dar banhos de purificação no neófito entre outras inúmeras coisas que dão trabalho e exigem dedicação exclusiva) exatamente porque quando isso ocorre, depois de todo aquele sacrificio que o sacerdote fez por aquele filho, noites sem dormir, etc, depois que se passam os preceitos e aquele filho melhora, muitos nunca mais aparecem!!Ou só aparecem nos dias de festas para exibirem suas roupas brilhosas e caras. Mas onde estão eles no dia-a-dia, quando sempre há outros neófitos recolhidos, e o pai precisando de um filho para ajudar, ficar ali alguns dias ajudando a "criar" o yaô que está recolhido, arrumar a camarinha todos os dias, ir no mato buscar ervas para preparar os banhos etc???Não aparece ninguem!!Se o pai-de-santo precisar de dinheiro para não deixar cortar a energia do terreiro e pedir a algum filho de santo emprestado, a primeira coisa que este vai dizer para os outros é: "nossa, meu pai tá na merda!nem dinheiro pra pagar a conta de luz ele está tendo!!vou saír desta casa e ir para uma mais chique, mais requintada...."Geralmente muitos sacerdotes vivem exclusivamente para o terreiro e seus filhos e clientes, não dispondo de tempo para trabalharem fora (principalmente no candomblé onde os rituais são mais complexos do que na Umbanda), então, se não tirarem seus sustentos dali, dos clientes, dos jogos de buzios, das obrigaçoes religiosas dos filhos, ele irá sobreviver como??Fazemos sim a caridade, muitas vezes tiramos do nosso bolso para dar um bori numa pessoa que está precisando e não tem recursos, mas muitos dos clientes que temos tem condições de pagar, e se o tem pq não pagar? Em nosso Terreiro temos um Estatuto, onde todos os encargos estão bem claros, os direitos e os deveres de cada filho-de-santo também, e isto fazemos conhecer logo que a pessoa começa a frequentar a casa, pois se não concordarem com o estatuto, ficam à vontade para procurarem outra casa e outro sacerdote para cuidar do seus orixás e guias.
Sou literalmente contra A EXPLORAÇÃO,FAZER DA RELIGIÃO UM COMÉRCIO MERCENÁRIO, ABOMINO ESSE TIPO DE COISA, apesar de termos muitas religiões aí, principalmente algumas que se dizem evangélicas, que arrecadam bilhões com doações de seus adeptos...mas todas religiões , todos os templos cobram o dízimo desde o Império Romano até hj.Pq senão, como aquele templo irá se manter??Os pastores evangélicos recebem um salário mensal para praticarem seu oficio; a Igreja Católica vive de doações, peregrinações a santuários turísticos (aqui no Brasil temo o Santuário de Aparecida em São Paulo e em Portugal o de Fátima, onde o turismo e o comércio sustentam aquelas grande dioceses) mas quando se falar de religiões que tiveram origem
nas senzalas, com os escravos, ainda se tem O MESMO ESTIGMA DE QUE "COISA DE ESCRAVO, DE NEGRO, NÃO TEM VALOR, TEM QUE SER DADO SOMENTE ESMOLAS..."Precisamos como disse Jesus: saber "dar a César o que é de César" pois Ele mesmo nunca condenou a cobrança de impostos do Império Romano, e entrou e ceou em casa de um destes cobradores de impostos, e foi repreendido por seus próprios apóstolos por isso, no entanto com a sabedoria divina que lhe era particular disse: " Afastai de mim hipócritas e fariseus!!Sois como túmulos, caiados por fora mas imundos por dentro." Dizendo isso Jesus deixou bem claro que o que interessa à Deus é o coração do ser humano, seu interior e não o estereótipo que muitas vezes está mascarado por um féu escarnecido dentro do coração, daí sua máxima: " DA BOCA SAI O QUE O CORAÇÃO ESTÁ CHEIO".


Patricia Alexandra Vicente disse:
Agora quanto ao jogo de búzios, cartas, tarot, e outros dons, que se tenham, acho certo se cobrar sim, mas claro que sem exagero, sem exploração. Pode cobrar, pois aprendeu para fazer, e é certo isso.
Claro que não concordo com as exorbitâncias que algumas pessoas levam para tirar uma macumba, fazer um descarrego, mas também aprenderam para isso
agora os pretos velhos quando vêm dar conslta, eles são entidades, e não deveriamos cobrar, pois a incorporação não se aprender, não se paga para ter, mas no meu terreiro, tudo o qe seja do guia, o médium tem que comprar.
Acho que a caridade é uma palavra muito difundida à letra, e muitoi pouca gente não sabe o seu significado.
Caridade não é abnegação, sacrificio, é um bem que tem que nascer com a pessoa.
O que adianta você não cobrar nada, e reposnder torto quando alguém vem falar com você a pedir ajuda?
Axé

Responder esta

Olá irmão esse é um tema do qual ja me rendeu muito em outras redes,mais uma vez vou escrever o que penso.

Não sou contra a "CONTRIBUIÇÕES" a casa,desde que ela seja feita de maneira adequada.O que acontece é que algumas pessoas se apegam ao termo de "CARIDADE" para conseguir seus desejos,pedir ajuda sem se quer da algo em troca nem mesmo velas para se proprio então o dirigente tem que alem do trabalho,tempo arcar com o material que a pessoa ira precisar???

Sou contra ao pagamento de pedagio em terreiros,pois terreiros assim como igrejas são para aqueles que precisam de ajuda espiritual.
Sou contra a cobrança de valores abusivos,pois como eu disse a casa precisa de "contribuições" e não de pagamento por serviços prestados,mais certas coisas devem ser sim "pagas" como o jogo de buzios,que ao meu ver não é mais caridade.

A umbanda assim como as demais religiões,tem suas sedes que precisam de manutenções e muitas vezes o dirigente não consegue mante-las por falta de ajuda financeira dos adeptos e dos frequentantes que so a procuram quando tem um problemaço para resolver e não estam conseguindo,entam lembram daquele terreiro de macumba,depois esquecem não vam nem agradeçer pois é caridade mesmo não é?e caridade não se agradece né???


ENTAM CONTRIBUIÇÕES SIM,desde que não seja um valor exorbitante,ou seja,uma extorção

e por aí segue infinitos itens do qual se eu fosse relatar criaria calos nos dedos de tanto teclar.

Responder esta

Caros Irmãos,
Umbanda = Caridade = Humildade
A espiritualidade não precisa de dinheiro, mas sabemos que existem gastos, mas que podem ser reduzidos a mínimo.
Nossas consultas(atendimentos) com Entidades não devem ser cobradas nunca.
Babalorixá Pedro Paulo

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Criado por Administrador 30 Jul 2008 at 17:46. Atualizado pela última vez por Administrador 30. Jul, 2008.

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